Operação combate crimes ordenados de dentro de presídio no RN.

“Operação ‘Pedra Sobre Pedra’ foi deflagrada na manhã desta quinta (25). Segundo o MP, principal alvo dos mandados está no Pavilhão 5 de Alcaçuz”.

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O Ministério Público, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte e a Polícia Rodoviária Federal deram início, logo nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (25), ao cumprimento de 13 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão nas cidades de Caraúbas e Apodi, na região Oeste do estado, e em Natal e Nísia Floresta, na região Metropolitana da capital. O principal alvo da operação, denominada ‘Pedra Sobre Pedra’, é um preso detido no Presídio Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta. A unidade também é conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz.

Segundo o MP, mesmo encarcerado, o homem é apontado como líder do tráfico de drogas, tráfico de armas e assaltos em várias cidades da região Oeste potiguar. “O preso estruturou toda uma rede organizada para aquisição, transporte, armazenamento e revenda de drogas”, informou.

Ainda de acordo com o MP, 100 policiais participam da operação. A ação é resultado da Operação Alcatraz que em dezembro do ano passado cumpriu 223 mandados de prisão em 15 cidades do RN e também nos estados da Paraíba, Paraná e São Paulo. Destes, 154 foram contra pessoas que já estão encarceradas. Ao todo, 161 pessoas já foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte por suspeitas de crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa – todas elas, segundo as investigações, associadas com duas facções que estariam ditando regras e comandando diversos crimes de dentro dos presídios do estado.

Operação Alcatraz

A Operação Alcatraz foi deflagrada no dia 2 de dezembro e cumpriu 223 mandados de prisão em 15 cidades potiguares e também nos estados da Paraíba, Paraná e São Paulo. Destes, 154 foram contra pessoas já encarceradas. Ao todo, 161 pessoas já foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte por suspeitas de crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa – todas elas, segundo as investigações, associadas com duas facções que estariam ditando regras e comandando diversos crimes de dentro dos presídios do estado.

As duas facções, de acordo com as denúncias, surgiram a partir de uma organização criminosa que nasceu em São Paulo. No dia 7 de dezembro o ‘Fantástico’ exibiu gravações que mostram como esta facção vende drogas no Nordeste

As denúncias feitas até agora apontam a existência de organizações criminosas dentro do sistema penitenciário estadual desde 2003. Na ocasião, “diversas fontes” relataram ao MP a existência de uma facção dando as ordens na Penitenciária João Chaves, na Zona Norte de Natal. Desativada em 2006, a unidade ficou conhecida como “Caldeirão do Diabo”.G1

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