A Justiça voltou a impor uma derrota processual à Câmara Municipal de Guamaré na disputa envolvendo o acesso a informações públicas. Em sentença proferida no último dia 15 de julho, a juíza Brunna Melgaço Alves rejeitou integralmente os Embargos de Declaração apresentados pela Câmara Municipal, mantendo, sem qualquer alteração, a decisão anterior que concedeu Mandado de Segurança determinando ao presidente da Casa Legislativa, Eudes Miranda da Fonseca, a entrega integral dos documentos públicos requeridos pelo vereador Edinor Albuquerque.

Na prática, a decisão representa a manutenção da obrigação de disponibilizar todos os documentos relacionados ao pedido formulado no processo, incluindo procedimentos licitatórios, dispensas de licitação, atas e folhas de pagamento, reforçando o direito constitucional de acesso à informação e o princípio da publicidade previstos no artigo 37 da Constituição Federal e na Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).

JUSTIÇA AFASTA ALEGAÇÕES DA CÂMARA

Nos embargos, a Câmara sustentava que a sentença conteria omissões, contradições e obscuridades, além de defender que a obrigação já teria sido cumprida administrativamente, razão pela qual o processo deveria ser extinto por perda do objeto.

A magistrada, entretanto, afastou todos esses argumentos.

Segundo a decisão, o julgamento original enfrentou “de forma exaustiva, lógica e clara” toda a controvérsia, reconhecendo a ilegalidade da omissão atribuída à autoridade apontada como coatora e o direito líquido e certo do impetrante ao acesso integral às informações públicas solicitadas.

EMBARGOS NÃO SERVEM PARA REDISCUTIR O MÉRITO

Um dos pontos mais relevantes da decisão está na conclusão de que os embargos apresentados pela Câmara não apontavam efetivamente qualquer vício na sentença.

Ao analisar o recurso, a juíza registrou que a parte embargante buscava, na realidade, demonstrar inconformismo com o mérito da decisão e tentar sua reforma por meio de instrumento processual inadequado.

A magistrada foi categórica ao afirmar que embargos de declaração não se destinam à reapreciação de provas nem à rediscussão do mérito da causa, devendo eventual inconformismo ser levado ao Tribunal por meio do recurso cabível, e não mediante aclaratórios.

Em razão disso, os embargos foram integralmente rejeitados, permanecendo válida a sentença que determinou a entrega dos documentos e a manutenção da multa diária anteriormente fixada.

UMA NOVA DERROTA PROCESSUAL

A rejeição dos embargos representa mais uma derrota judicial da Câmara Municipal na discussão sobre transparência administrativa.

Embora o presidente Eudes Miranda tenha sustentado nos autos que a obrigação teria sido cumprida administrativamente, a Justiça entendeu não existir qualquer fundamento para modificar a sentença anteriormente proferida, mantendo integralmente a determinação de entrega da documentação pública.

O resultado prático é que permanece vigente a ordem judicial para disponibilização dos documentos requeridos, considerados pela magistrada indispensáveis ao exercício do direito constitucional de fiscalização dos atos administrativos.

TRANSPARÊNCIA SOB NOVO ESCRUTÍNIO

O caso amplia o debate sobre transparência na Câmara Municipal de Guamaré.

Quando cidadãos ou vereadores precisam recorrer ao Poder Judiciário para obter documentos que, em regra, são públicos, a discussão deixa de ser exclusivamente política e passa a envolver diretamente o cumprimento dos deveres constitucionais de publicidade e acesso à informação.

A decisão reafirma que o controle social sobre os gastos públicos não constitui favor da administração, mas direito assegurado pela Constituição Federal e pela Lei de Acesso à Informação.

A VERDADE É A DA JUSTIÇA

É oportuno recordar que, há poucas semanas, o presidente da Câmara Municipal de Guamaré, Eudes Miranda, utilizou a tribuna da própria Casa Legislativa para afirmar, de forma categórica, que a Câmara sempre entregou os documentos públicos solicitados. O discurso foi apresentado como demonstração de transparência e respeito ao direito de acesso à informação.

Entretanto, os fatos processuais caminham em direção oposta. A sentença proferida no Mandado de Segurança, posteriormente mantida após a rejeição dos Embargos de Declaração, reconheceu o direito do impetrante ao acesso integral aos documentos públicos requeridos e preservou a determinação para que fossem disponibilizados, afastando, inclusive, a tese sustentada pela Câmara de que a obrigação já teria sido cumprida. A decisão judicial, portanto, revela uma realidade incompatível com o discurso levado ao plenário.

Diante desse cenário, forma-se uma evidente contradição entre a narrativa política e a realidade processual. Se, como afirmou o presidente, todos os documentos já haviam sido entregues espontaneamente, não se compreenderia a necessidade de um Mandado de Segurança, tampouco a manutenção da ordem judicial determinando sua disponibilização. A própria rejeição dos Embargos de Declaração reforça esse entendimento, uma vez que o Judiciário concluiu inexistirem omissões, contradições ou obscuridades na sentença original, mantendo-a integralmente.

Não se trata de escolher entre versões por mera conveniência política. Os pronunciamentos feitos em plenário pertencem ao campo do discurso; as decisões judiciais resultam da análise dos autos, das provas produzidas e da aplicação do direito ao caso concreto. É justamente por isso que a decisão proferida pela Justiça possui especial relevância institucional.

Admitir o contrário é conceber que Eudes fala a verdade e que a Justiça mente. Não é plausível supor que uma juíza tenha se equivocado de forma tão evidente. A essa altura, diante da decisão judicial, é mais coerente concluir que o presidente da Câmara não está dizendo a verdade.

Clique aqui:  SENTENÃ_A EMBARGOS DE DECLARAÃ_Ã_O – EUDES MIRANDA

NOTA DO BLOG

A rejeição dos embargos não encerra a discussão processual, mas consolida um ponto importante: o Judiciário entendeu que não havia omissão, contradição ou obscuridade na sentença que determinou a entrega dos documentos públicos. Ao manter integralmente a decisão anterior, a Justiça reafirmou que o acesso à informação é regra na administração pública e que instrumentos processuais não podem ser utilizados para rediscutir o mérito quando inexistem os vícios previstos em lei.

Mais do que uma disputa judicial, o processo evidencia a importância da transparência como requisito essencial para o controle da aplicação dos recursos públicos e para o fortalecimento da confiança da sociedade nas instituições.

Já está feio, muito feio, para o Poder Legislativo. Ora, como acreditar em um Poder e em seu maior representante, que tem o dever de fiscalizar o Executivo, mas se nega a ser fiscalizado? É uma vergonha sem dimensão. Está na hora de se mancar!

Fonte: Blog do JD

A Prefeitura de Macau realizará, no próximo dia 29 de julho, mais uma edição do programa Prefeitura Ação e Cidadania, desta vez voltada aos moradores da Ilha de Santana. A ação acontecerá das 8h às 12h, na Escola Municipal Manoel Francisco Ferreira da Cunha, reunindo diversos serviços gratuitos para a comunidade.

Durante a programação, a população terá acesso a atendimentos nas áreas de Saúde e Assistência Social, facilitando o acesso a serviços essenciais e fortalecendo o cuidado com as famílias da localidade.

Em parceria com a Câmara Municipal de Macau, também será disponibilizada a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN/RG), garantindo mais praticidade para que os moradores possam regularizar sua documentação civil sem precisar se deslocar até a sede do município.

A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal em levar os serviços públicos para mais perto da população, promovendo cidadania, inclusão social e melhor qualidade de vida, especialmente para as comunidades mais distantes.

A Prefeitura de Macau convida todos os moradores da Ilha de Santana a participarem da ação e aproveitarem os serviços oferecidos gratuitamente.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nas primeiras horas desta segunda-feira (13), um mandado de prisão em desfavor de um homem de 43 anos, investigado pela prática do crime de estupro de vulnerável, no município de Guamaré. A ação contou com o apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal e integra as Operações “Caminhos Seguros” e “Guamaré Segura”

De acordo com as investigações, o crime ocorreu no dia 1º de novembro de 2017, no distrito de Baixa do Meio, em Guamaré. Na ocasião, o investigado teria se aproveitado da relação de parentesco com a vítima, que possuía apenas seis anos de idade à época dos fatos, para levá-la até um imóvel abandonado nas proximidades, onde praticou atos libidinosos contra a criança.

Conforme consta no procedimento investigativo, a vítima retornou ao estabelecimento comercial de sua avó logo após o ocorrido. Ao perceber o comportamento da criança, a familiar a questionou sobre o que havia acontecido, momento em que a vítima relatou os fatos. Em seguida, a Polícia Militar foi acionada e o boletim de ocorrência foi registrado, dando início às investigações.

Devido aos fatos, o homem foi condenado a uma pena de 8 ano(s) 11 mês(es) 28 dia(s) em regime fechado pelo crime de ESTUPRO DE VULNERÁVEL- Art. 217-A do Código Penal-CP.

Após os procedimentos legais, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A ação integra as Operações “Caminhos Seguros” e “Guamaré Segura”, voltadas ao enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes e ao fortalecimento das ações integradas de segurança pública no município.

A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população e orienta que informações que possam auxiliar investigações ou contribuir para a localização de foragidos da Justiça podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação Social da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (SECOMS).

Consciente de que promover cidadania é um dos caminhos mais eficazes para cuidar da população e, sobretudo, um dever de uma gestão pública atenta às demandas sociais, o município de Macau, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Juventude e Direitos Humanos, em parceria com a Secretaria de Estado da Juventude, realizará a 1ª Caravana da Juventude.

A iniciativa acontecerá no dia 9 de julho de 2026, a partir das 8h, na quadra da Escola Edinor Avelino, oferecendo uma série de serviços gratuitos e ações voltadas à juventude da Terra das Salinas.

Entre os serviços que estarão disponíveis estão:

Emissão da Carteira de Identidade;

Emissão da Carteira de Estudante;

Cadastro e emissão do ID Jovem;

Palestras de conscientização social e rodas de conversa com foco nas demandas da juventude macauense;

Orientações sobre o primeiro emprego e elaboração de currículo;

Inscrições para cursos de qualificação profissional;

Apresentações culturais;

Cadastro para o Programa Dignidade Menstrual.

A 1ª Caravana da Juventude tem como pauta fundamental ampliar o acesso dos jovens aos serviços públicos, fortalecer as políticas de inclusão social, incentivar a qualificação profissional e criar oportunidades para que a juventude de Macau esteja mais preparada para os desafios do mercado de trabalho e para o exercício pleno da cidadania.

A ação reforça o compromisso da administração municipal com a valorização da juventude, promovendo um espaço de informação, acolhimento, participação e acesso a direitos, contribuindo para a construção de um futuro com mais oportunidades para os jovens macauenses.

A Prefeitura de Macau recebeu, na última sexta-feira (3), uma Unidade Odontológica Móvel que passa a reforçar os serviços de saúde bucal oferecidos à população. O equipamento foi entregue na Superintendência do Ministério da Saúde no Rio Grande do Norte e será incorporado à rede municipal de saúde.

Com a nova unidade, o município poderá ampliar o acesso aos atendimentos odontológicos, levando os serviços a diferentes comunidades, principalmente aquelas com maior dificuldade de deslocamento até as unidades de saúde.

A iniciativa tem como objetivo fortalecer as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento em saúde bucal, garantindo mais acesso aos serviços e promovendo atendimento de forma descentralizada.

De acordo com a Prefeitura, a chegada da Unidade Odontológica Móvel representa mais um investimento na ampliação da assistência à população, reforçando o compromisso da gestão municipal com uma saúde pública mais acessível, humanizada e de qualidade.

A Prefeitura de Macau recebeu, nesta quarta-feira (01), importantes investimentos para o fortalecimento da rede pública de saúde do município. Durante solenidade realizada na Escola de Governo do Rio Grande do Norte, em Natal, o município foi contemplado com um micro-ônibus destinado ao transporte de pacientes e novos equipamentos para a área de saúde bucal.

A entrega contou com a presença da prefeita Flávia Veras, da secretária municipal de Saúde, Pollyana Macedo, e do vice-prefeito Raimundo Nonato, que acompanharam o anúncio dos benefícios destinados à população macauense.

O novo veículo integra o Programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Governo do Estado. O micro-ônibus será utilizado no transporte eletivo de pacientes que precisam se deslocar para consultas, exames e procedimentos especializados em outros municípios.

A aquisição vai proporcionar mais conforto, segurança e agilidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para melhorar o acesso aos atendimentos de média e alta complexidade.

Além do veículo, Macau também recebeu novos equipamentos para a rede de saúde bucal. Os itens vão ampliar a estrutura dos atendimentos odontológicos e fortalecer os serviços oferecidos nas unidades de saúde do município.

Os investimentos reforçam a importância da parceria entre o Governo Federal, o Governo do Estado e a Prefeitura de Macau, garantindo mais estrutura, qualidade no atendimento e avanços na assistência à saúde da população.

Asscom/PMM

A prefeita de Macau, Flávia Veras, participou nesta sexta-feira (26), na Superintendência Estadual da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), em Natal, da solenidade de autorização das Ordens de Serviço para implantação de Sistemas de Captação e Armazenamento de Água de Chuva para Consumo Humano.

Durante o evento, conduzido pelo presidente da FUNASA, Lenildo Morais, o município de Macau foi contemplado com R$ 288 mil, recursos destinados à construção de 24 cisternas, com investimento de R$ 12 mil por unidade.

As estruturas irão beneficiar aproximadamente 85 famílias das comunidades de Quixaba, Tambaú, Maxixe e Ilha de Santana, ampliando o acesso à água para consumo humano e promovendo mais qualidade de vida para a população dessas localidades.

A prefeita Flávia Veras destacou a importância do investimento para o município, ressaltando que a iniciativa representa um avanço nas políticas públicas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura hídrica e à melhoria das condições de vida das famílias da zona rural.

A prefeita participou da solenidade acompanhada pelo secretário municipal de Serviços e Obras Públicas, Gabriel Nascimento, reforçando o compromisso da gestão municipal em buscar parcerias e investimentos que contribuam para o desenvolvimento de Macau e para a garantia de direitos essenciais à população.

Assecom/PMM

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