Depois de ter cortado na própria carne e o cordão umbilical sem anestesia, Kerginaldo governa Macau com rumo e prumo.

IMG_8603

Opinião – É fato público que o prefeito Kerginaldo Pinto (PMDB), foi eleito por vontade popular, foi uma vitória nas urnas que ficará registrada na história politica Macauense pela linda campanha. Todos os seus adversários juntos não conseguiram vencer o desejo popular, o povo queria fazer de Kerginaldo prefeito e assim o fez.

Não podemos negar que durante a campanha de 2012, o apoio do ex-prefeito Flavio Veras foi importantíssimo para ele se consagrar prefeito. Flávio tem base solida em todo o município e uma legião de seguidores e militantes, mas o prefeito Kerginaldo não imaginava que por causar dessa aliança feita com Flávio, o preço que ele iria pagar durante o mandato seria caro, caríssimo.

Depois de ter assumido a prefeitura em janeiro de 2013, era plausível ver alegria do filho do pescador, hoje prefeito nos primeiros dias de trabalho, visitou todos os setores, conversou com funcionários, tomou decisões, mas ninguém sequer previa que aquele sorriso teria pausa. O tempo foi passando e o prefeito não conseguiu governar como gostaria e deveria de fato e por direito.

Chegou um tempo que suas ideias poucas eram colocadas em praticas, servidores nomeados indicados por Flávio Veras em vez de ajudar a governar atrapalhava o desenvolvimento. A sombra do ex-prefeito andava em toda a administração pública de Macau, ao ponto do vice-prefeito Einstein Siqueira abrir politicamente do prefeito e do grupo, e se tornar oposição ferrenha.

Os problemas foram aumentando a cada dia e o prefeito passou a sentir peso e a responsabilidade de governar um município tão cheio de problemas e vícios na prefeitura. Por muito tempo, o prefeito governou dentro do próprio governo com o inimigo oculto.

Há que diga que seus familiares, amigos, advogados e militantes, orientaram que ele era o prefeito e toda responsabilidade de qualquer ato iria recair sobre ele, muitos aconselharam que ele em tempo cortasse o cordão umbilical se quisesse governar com o povo e para o povo.

Depois de uma noite em claro pensando no melhor para a população Macaueense, uma força divina encheu o coração do prefeito de uma coragem imbatível, foi neste exato momento que ele se deu conta da grande responsabilidade que tinha como gestor. O prefeito de logo tomou uma atitude corajosa que surpreendeu toda a população, ele chamou o ex-prefeito Flavio Veras e abriu politicamente por uma questão de sobrevivência.

No outro dia, precisamente em novembro de 2014. O prefeito fez uma mega-reforma na Prefeitura, exonerando auxiliares e nomeando secretários com seu DNA. Saiu da administração de Macau, depois de um longo tempo, o ‘mando de campo’ do ex-prefeito Flávio Veras, com sua atitude corajosa, o prefeito começou a ganhar apoios até de seus adversários.

Com a saída de Veras do circuito, o vice prefeito, Einstein Siqueira, que andava rompido, voltou ao cenário para ajudar o prefeito. Kerginaldo chegou a dizer que administrar é fazer escolhas.

O administrador público hoje vive num constante processo de avaliação popular, e foi ouvindo as vozes da rua que fez a opção pelo povo, cortando cordões umbilicais e libertando a gestão do “Compromisso com o Futuro” das amarras que iam de encontro aos anseios da maioria que elegeu Kerginaldo e Einstein, prefeito e vice-prefeito de Macau.

Há sete meses governando o município sem sombras, Kerginaldo enfrentou de cara as constantes quedas das receitas, levando muitos servidores e parte da população a fazer juízo de valor, mas com trabalho, ele soube com calma superar o momento de adversidade. Hoje o que se ver é um prefeito com vontade de fazer da cidade um lugar melhor de se viver, para isto ele cortou na sua própria carne e o cordão umbilical sem anestesia.

Para Kerginaldo não há mais tempo a perder, ele vem governando dia e noite sem olhar para o retrovisor, o passado lhe deixou a experiência e o presente o encoraja para colocar em prática um governo novo, o governo com sua própria marca.

Reges - Microsystem